quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A minha reflexão para 4 de Outubro

Hoje é dia do "poverello". Do irmão pobre de Assis que um dia beijou um leproso e noutro se despiu totalmente em público, rejeitando, assim, qualquer tipo de herança, riqueza ou vida fausta que a sua vida familiar lhe prometia.
Hoje é dia de celebrar um homem que foi a pé a Roma, maltrapilho, para se certificar diante do próprio Papa que estava no caminho certo.
Hoje é dia de pensar que há muito a aprender com São Francisco de Assis.


Nascido em 1182, filho de um comerciante de tecidos, Francisco de Assis foi um jovem alegre e bon-vivant, envolvendo-se em combates por diversas causas com alguma frequência, na ânsia de se tornar cavaleiro, chegando a estar preso durante cerca de um ano enquanto "prisioneiro de guerra".
Entre visões e diálogos com o Senhor, o jovem de Assis oscilará durante alguns tempos entre os prazeres mundanos e o seguimento do verdadeiro mestre.
Estamos cerca do ano de 1206 e Francisco passeia a cavalo nas campinas de Assis quando avista um leproso. Sem saber porquê nem conseguir encontrar razões lógicas para tal atitude, Francisco desce do cavalo, deposita todo o dinheiro que possui nas mãos do doente e beija-o. Ali perto, algum tempo depois, Francisco recolhe-se na Igreja de São Damião, então em ruínas. É perante uma cruz bizantina que ali se encontra empoeirada que Francisco recebe um mandato muito claro que lhe mudará a vida: "Francisco, vai e repara a minha casa." 
Atribuindo inicialmente esta ordem de Jesus às obras de que precisava a Igreja, Francisco vende os tecidos mais finos e caros do armazém de seu pai e entrega o dinheiro, o que enfurece seu pai. Francisco chega mesmo a ficar preso pelo pai num cubículo de sua casa, de onde a mãe, compadecida, o liberta. Mas seu pai acabará por lhe instaurar um processo público meses depois, exigindo que o filho lhe devolvesse tudo o que tinha recebido da família. Assumindo que deveria amar mais o Pai Celeste do que o pai biológico, Francisco despe-se totalmente e, nú, atira o dinheiro que tinha consigo e a roupa aos pés de seu pai, sendo acolhido pelo Bispo de Assis, que o tapa com a sua capa.
Assim começa a aventura maravilhosa de Francisco de Assis. A única regra que procura viver é o Evangelho e a maior riqueza que tinha era o contacto com Deus. De resto, uma túnica grosseira preta servia-lhe de roupa. Pouco ou nada mais teria. Francisco de Assis tinha três votos: pureza, simplicidade e humildade. Fez da sua vida um hino de louvor pela Criação, arranjou uma forma simples de falar de Jesus e da sua mensagem.
Muito mais haveria a contar. Mas o essencial resume-se a isto: esta é a história de um homem que se enamorou por Deus, pela Criação e pelos pobres. A história de um homem que amou até ao fim. Incondicionalmente. Marcado pelas chagas de Jesus, viveu em função dos outros os 40 e poucos anos que lhe foram dados viver. Esqueceu-se que precisava do que quer que fosse. Simplicidade, Humildade e Pobreza. Bastaria isto para dizer Francisco de Assis. 


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