Descobri que sou de facto uma pessoa viciada. Viciada naqueles com quem me encontro e a quem sou chamado a amar. Há uns tempos, escrevia sobre a necessidade de encontrar as gentes que amo e sobre o anseio de, fim-de-semana a fim-de-semana ir ao encontro deles. Hoje percebo a facilidade que tenho de cair nisso. Sem preferências e de forma livre. A minha adicção nada tem de sintomas de prisão afectiva. São relações sãs e livres. Capaz de me afastar dos lugares onde fui chamado a estar, sem deixar de amar mas com liberdade para partir. E dedicar-me e deixar-me viciar por novas caras, novas almas, novas pessoas. Aqui encontro a possibilidade de me dar sem medida e de form universal, com mais ou menos gosto, mas com a mesma gana. Ou então seria contraditório. Porque fui chamado a amar a todos, sem acepção de pessoa. Nem sempre é fácil ser-se assim, mas conseguir é como que ver Deus a agir em nós. E sim, amo já e já vivo addicted a todos aqueles com quem me cruzo, semana a semana, nas terras onde sou chamado a anunciar o Meu Senhor.
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