quarta-feira, 3 de abril de 2013

8 anos sem João Paulo II

Hoje fez 8 anos. Passou outro Pontificado. Bento XVI.
Chegou Francisco. 

Nos ecrãs da minha memória, revejo as imagens de um Papa velhinho e reinvento-me a perguntar-me as razões que levavam este homem a continuar. Apesar de tantos e tantos apesares, apesar da bengala, da doença. Da velhice. João Paulo II. 

Lembro-me de pôr os olhos num ecrã gigante de uma famosa hambugaria da Figueira da Foz e de ouvir: "O Papa morreu." Longe da tua Igreja, Wojtyla, emocionei-me e fiquei com uma profunda tristeza. Um vazio que nunca consegui verdadeiramente reconstruir. Um vazio que ainda hoje me habita porque o teu "non abiatte paúra" não me tinha sequer chegado aos ouvidos. Mas a tua imagem impunha-se, mesmo que debilitado. Eras o "meu Papa". Hoje lamento profundamente não te ter conhecido pessoalmente. Daria muito para isso, sabes... És uma espécie de exemplo a seguir e inspira-me a tua fidelidade quando estou com os jovens, e o meu maior presente é poder estar com eles... Amo-os de verdade, sabes... Creio que é o Carisma a instalar-se e assim o espero. Quiçá possa querer dizer que te estou a seguir. Certamente quererá dizer que me apoias, do céu, quando intercedes por aqueles que te confiei... Oxalá isso me ajude a crescer, a entregar-me de verdade a este Mistério que nem sempre percebo que é a insistência de Jesus em me pôr a segui-Lo mesmo quando, qual Pedro, o nego e rejeito, qual puto amedrontado. 

Karol Wojtyla, obrigado por cada dia dos 84 anos da tua vida! 

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