terça-feira, 19 de março de 2013

As mãos

Abertas em súplica, presas, caídas, fechadas, acusadoras, agressivas, as mãos são capazes do pior. Mas a beleza das mãos está sobretudo na ajuda em levantar um caído, estendidas para confortar, abertas para aceitar, a apontar caminho, a ajudar, levantadas em sinal de louvor...
Por diversas razões, as mãos têm andado no meu pensamento e têm servido de imagem para falar aos jovens com quem trabalho... Acredito cada vez mais que os Homens (no sentido da Humanidade) são na realidade mãos de Deus. Mãos que acolhem, mãos que dão amor e ternura, mãos que curam (não só fisicamente: as mãos impostas pelo sacerdote na absolvição surgem-me aqui muito claramente), mãos que trabalham e realizam o projecto de amor de Jesus, mãos dadas a quem se ama, mãos que reconfortam, mãos que escrevem para pôr no papel o que a vida vai ensinando, mãos que ajudam quem mais precisam...
As mãos, neste sentido, e mesmo que feridas pelos cravos das cruzes que a vida nos dá, são pois, no meu entender, uma das expressões mais belas do amor ao próximo... Possam as mãos de cada um de nós ser santas e fazer uma multitude de gestos que sejam do agrado de Jesus! Sejamos servos por amor, com as mãos ao serviço do Evangelho!

1 comentário:

Anónimo disse...

Mãos de Deus, um tema de conversa que abordamos no ultimo encontro, e acredito que seja um tema para no futuro o abordarmos ainda mais :) e quem sabe se não vai ser o nome do nosso grupo :)
Concordo quando dizes: 'as mãos são capazes do pior'. É tão verdade! As nossas mãos sofrem de tudo, mas são elas que também são capazes de demonstrar que servem para o bem, e para ajudar os outros! :) Em suma, as nossas mãos são nos essenciais.